O mercado imobiliário nacional fechou o terceiro trimestre com desequilíbrio entre oferta e demanda, registrando mais lançamentos do que vendas de apartamentos residenciais.
Segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com a consultoria Brain Inteligência Estratégica, foram lançadas 108,8 mil unidades entre julho e setembro, alta de 1,6% em relação ao mesmo período de 2024.
As vendas, por outro lado, recuaram 6,5% no trimestre, somando 101,3 mil unidades. A pesquisa abrange 221 cidades brasileiras e considera apenas apartamentos.
Com esse desequilíbrio, o estoque de apartamentos disponíveis subiu 3,3% na comparação anual, alcançando 312,5 mil unidades na planta, em obras ou recém-construídas.
O indicador de liquidez mostra que esse estoque seria totalmente escoado em nove meses, considerando a média de vendas dos últimos 12 meses e sem novos lançamentos. No trimestre anterior, esse prazo estava em oito meses.
Apesar da desaceleração trimestral, o acumulado do ano mantém crescimento. De janeiro a setembro de 2025, foram lançadas 307,3 mil unidades, avanço de 8,4% ante os mesmos meses de 2024.
As vendas também cresceram no acumulado anual, com alta de 5%, totalizando 312,2 mil unidades.
Em valor de mercado, os lançamentos somaram R$ 199 bilhões no acumulado do ano, alta de 22,9%. O volume financeiro das vendas chegou a R$ 188,7 bilhões, crescimento de 13,2%.
O preço médio dos imóveis vendidos subiu 4,4% na comparação anual, chegando a R$ 199 mil.
*Com informações de Exame e CNN
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